RESENHA | A Fúria e a Aurora, por Renée Ahdieh

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Vingança é tudo o que a jovem Sherazade busca. Vivendo em um reino cujo califa casa-se com uma esposa a cada noite e, pela aurora, as assassina, ela encontra-se sedenta por vingança repentinamente, após Shiva, sua melhor amiga, ter o mesmo destino de muitas outras jovens súditas. Agora, certa de que irá vingar a morte de Shiva, Sherazade voluntaria-se como nova noiva de Khalid, o rei de Kosaran, com o único propósito de matá-lo.

Após sua primeira noite de núpcias, Sherazade tira de suas mangas a sua carta: inicia a narração de uma história a Khalid. O envolvimento de seu agora esposo com a história, bem como seu desenvolvimento ao narrar as histórias fazem com que a aurora chega sem que ambos percebam. Contudo, o final da história ainda não foi alcançado e, assim, é concedido a Sherazade mais um dia de vida para finalizar a narrativa. Mais um dia também para encontrar uma maneira de infligir a Khalid o mesmo mal imposto à sua melhor amiga. O que a jovem não esperava, porém, era que seria surpreendida pelo universo do califa, bem como com ele próprio. Muitas coisas a intrigavam. O mesmo rei que mata suas esposas parece não desejar o mal a nenhuma mosca e, aparentemente, reluta em assassiná-la. A partir de então, descobrir o motivo de tamanha atrocidade passa a ser a mais nova missão de Sherazade.
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Baseado nos contos d’As Mil e Uma Noites, A Fúria e a Aurora é uma recontagem da história árabe em forma de um romance contemporâneo. Embebida em uma cultura rica e diferente de tudo o que estamos acostumados, a obra se desenvolve nos pilares da vingança, de crises políticas, heroísmo, misticismo, romance, perdão e até mesmo autoconhecimento. A trama, desenvolvida em terceira pessoa, aborda não somente o ponto de vista da protagonista, como também de um personagem secundário: Tariq. Tariq éamigo de infância de Sherazade e também ex-namorado com quem ela provavelmente se casaria. Após ter se casado com Khalid, o rapaz está em busca de resgatá-la do castelo e seus planos, envolvidos também com outras personagens da história, são também narrados a nós, fazendo com que o desenrolar da trama fique mais instigante. Contribuindo também para a curiosidade do leitor, está o fato de que o rei Khalid, ao contrário de Tariq, não recebeu um ponto de vista na história, deixando todas as descobertas acerca dos mistérios desse personagem para serem feitas através de Sherazade – o que, ao meu ver, foi muito positivo.

Contudo, tive a impressão de que a uma narrativa exclusiva de Tariq não foi, neste primeiro livro de tanta influência para o desenrolar da história, isso porque não percebi nenhuma ação do personagem que impactasse e contribuísse de alguma forma com os acontecimentos do livro. Ouso dizer que a única cena em que senti a real importância do personagem foi no final, quando foi deixado um gancho para o próximo livro.

Por outro lado, felizmente o triângulo amoroso presente na obra não interferiu na qualidade da história. Isso porque Sherazade, uma personagem forte, determinada e muito centrada fez presença ao longo de toda a trama. Foram raros os momentos em que a protgonista se viu sem saber o que fazer e, quando isso ocorreu, foi incrível perceber a dualidade na qual ela se encontrava imersa – entre razão e sentimento, entre seu dever e seu querer. Dessa forma, não houve aqui aquela intensa disputa pela donzela que nós normalmente encontramos em livros destinados ao público jovem: Sherazade não permitiu.
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A força da protagonista foi, talvez, o ponto mais positivo em todo o livro para mim. Ainda mais surpreendente, foi poder perceber toda essa força emanada de uma pessoa que vive em uma sociedade onde ela deveria ser diminuída e menosprezada a cada nova oportunidade. Por outro lado, muito me desanimou o fato de a história ser concentrada predominantemente dentro do castelo e não explorar mais a cultura árabe – algo pelo qual eu estava muitíssimo curiosa para encontrar. Mas ainda assim, senti que a história foi balanceada com a presença de personagens bastante cativantes e de personalidade como Despina, dama de companhia de Sherazade e outros muitíssimo instigantes, como o próprio rei Khalid.

No fim das contas eu tive mais impressões positivas do que negativas e o livro conseguiu me surpreender muito por, apesar de ter romance e de a história se constituir dele em boa parte, não ter ficado estagnada e presa unicamente neste elemento da trama: vimos cenas de misticismo, de guerra, ação, tudo bem distribuído ao longo da trama. É um livro que indico fortemente aos que se aventuram com os livros de fantasia e trago o bônus de ter um ambiente bastante diferente do que estamos acostumados.

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RESENHA | No Limite da Atração, por Katie McGarry

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Meu primeiro contato com o livro de estreia de Katie MacGarry aqui no Brasil foi uma relação “montanha russa”. Isso porque iniciei a leitura com altas expectativas, uma vez que sempre ouvi opiniões muito positivas a respeito desse Young Adult. Acontece que quando iniciei a leitura, demorei muito para me prender às personagens e às suas problemáticas, senti que tudo estava sendo passado de forma muito superficial. Contudo, ao longo da leitura a autora foi me conquistando com sua narrativa e construção da história, de modo que finalizei a obra não amando o livro, mas gostando bastante da experiência.

“No Limite da Atração” nos apresenta a Echo Emerson, uma adolescente de dezessete anos que busca, através de auxílio psicológico da escola, se recordar do dia em que sua via mudou. No fatídico dia que seu cérebro teima em apagar, ela sofreu um acidente deixou cicatrizes – físicas e emocionais – que ela odeia e esconde. Tudo o que ela se lembra é que sua mãe, que possui desequilíbrios psicológicos, estava também envolvida no acidente.

Por outro lado, o livro também apresenta Noah Hutchins, colega de escola de Echo, porém o fato de estudarem juntos nunca foi propulsor de uma amizade entre ambos. Noah perdeu os pais recentemente e, por não possuir parentes próximos, ele e seus irmãos mais novos foram enviados para a adoção. O grande sonho de Noah é ser capaz de conseguir a guarda dos irmãos mais novos e reestruturar sua família perdida com tudo o que o resta. Mas para tal, ele precisa ser observado pelo sistema e é a terapeuta da escola a responsável por acompanhá-lo em sua jornada de melhora comportamental. É em um dia de consulta com a terapeuta que ele e Echo se conhecem e, a partir de então, uma série de mudanças inicia na vida de ambos.
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O gênero Young Adult costuma narrar histórias de adolescentes que estão em fase de amadurecimento e, típico do gênero, este amadurecimento dos protagonistas das tramas normalmente acontece pelo enfrentamento de alguma dificuldade em suas vidas. No caso de Echo e Noah, ambos lidam com problemas que estão além deles mesmos e, na busca por verdades e sonhos, eles descobrem muito sobre si próprios. Falando de mais um elemento esperado nos Young Adults, está o romance que se inicia de uma maneira um tanto brusca, mas se desenvolve gradativamente ao longo da leitura.

Com a narrativa intercalada entre os pontos de vista tanto de Noah quanto de Echo, pude facilmente calçar seus sapatos e entender pelo que eles estavam passando. Echo, vivendo em um lar de controle rígido por seu pai e com a madrasta que também é sua ex-babá grávida do novo detentor de atenção e amor, sente-se ainda mais rejeitada pelo pai, a única pessoa que lhe restou e que nunca demonstrou se importar. Somando o sentimento de rejeição à morte do irmão mais velho, e precisando lidar com a dificuldade de se encaixar novamente na escola em razão das fofocas que surgiram após seu acidente, resulta em uma reclusão que faz com que ela guarde tudo o que sente e pensa para si.

Noah, por outro lado, é mais transparente e determinado com relação ao que quer fazer de sua vida, como fazer e o que está disposto para conseguir reunir sua família, principalmente com sua experiência com os lares adotivos e o pensamento de seus irmãos mais novos estarem passando por situações semelhantes. Contudo, os empecilhos impostos pelo governo e a própria realidade em que Noah se encontra são motivos de muita angústia, sentimento esse que foi transmitido através da leitura a todo o momento.

Preciso admitir que a trama em que os protagonistas estão imersos não me pareceu inovadora e diferente de outros livros do gênero que eu já tenha lido. Na verdade, a premissa da história é bastante clichê quando se leva em consideração de que as coisas começam a melhorar quando eles se conhecem e passam a ajudar um ao outro. A típica noção de que é impossível superar traumas sozinho é muito explícita neste livro.
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Também ficou claro para mim o apelo aos pais com relação aos seus filhos em situação pós-traumática e o que isso pode influenciar na relação deles, além, é claro, da crítica ao sistema de adoção que não se importa com os casos isolados e trata todos os indivíduos como iguais, e não como singulares.

A autora me conquistou com sua narrativa fluida e simples, porém bastante cativante através dos pontos de vistas das protagonistas. Gostei de ter sido capaz de me conectar com ambos e de me sensibilizar com suas transformações e amadurecimentos. Mais uma vez, não digo que o livro foi de extrema surpresa, pois conteve muitos dos elementos que eu já esperava e a revelação de como o acidente de Echo se deu não foi das mais surpreendentes. Contudo, gostei muito da experiência de leitura e indico o livro a quem normalmente gosta deste tipo de livro. É uma leitura fácil e rápida, ideal a uma tarde de inverno com cobertores e chás quentinhos.

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RESENHA | O Clube da Meia-Noite, por Marianna Leão

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Cidade pequena, famílias poderosas e boatos que correm soltos. Esses são elementos em que se encontram as vidas dos personagens do suspense nacional de Marianna Leão.
Em O Clube da Meia-Noite, somos apresentados através da perspectiva de três personagens influentes na história à cidade de Sherwood e o misterioso caso sangrento envolvendo Phillip, um dos integrantes das famílias tradicionais, e o desaparecimento e assassinato de algumas jovens no ano de 1989.

Na intrincada trama, John Archild é um homem de grandes responsabilidades: trabalha na prefeitura da cidade e é responsável pela construção de uma pista de pouso, mudança tão radical para a pequena cidade ao ponto de alterar os ânimos dos moradores. Annie, filha de John, é outra personagem que ganha voz na narrativa da trama. Aos dezessete anos, a adolescente enfrenta todos os dilemas que sua posição social não impediu que ela vivesse neste período de sua vida: problemas com garotos, amizades e decisões que deverá tomar acerca do futuro. Já David é um homem nascido em Sherwood refugiado na Irlanda porque o homem acusado dos crimes cometidos anos atrás é ninguém menos que seu pai. Sendo rejeitado por todos os cidadãos de sua cidade de nascença pelos crimes do pai, David sente que não pertence mais ao seu lugar de origem, além de concordar com seus conterrâneos: ele acredita que alguns problemas psicológicos levaram seu pai a cometer as atrocidades e que tais problemas haviam sido herdados por ele.

Então, quando são encontrados vestígios inquestionáveis ligados aos assassinatos em detrimento das escavações feitas para a obra da pista de pouso, as autoridades sentem que haverá, finalmente, um esclarecimento concreto dos acontecidos. Em paralelo, David encontra-se sem outra saída a não ser voltar para a casa de sua mãe para ajudá-la com o bisavô – homem que detesta e que está à beira da morte. Assim que tais acontecimentos explodem na cidade, outra série de desaparecimentos e assassinatos voltam a acontecer, amedrontando a todos e fazendo com que eles tenham certeza de que o assassino é David, afinal ele está de volta junto com os genes problemáticos de seu pai.
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A premissa construída por Marianna, bem como as personagens e suas tramas são bastante consistentes, de modo que pude facilmente acompanhar a história e os acontecimentos. A narrativa, feita em primeira pessoa inicialmente por John, Annie e David após um tempo passa a ser feita apenas por David e Annie, fazendo com que eu me afeiçoasse a todos os personagens e tivesse mais acesso ao “outro lado da moeda” na história.

Contudo, apesar de ter tido ótimas impressões acerca da premissa e da narrativa, senti que a história teve desenrolar lento e algumas cenas foram bastante desnecessárias. Isso porque em diversos momentos precisei me questionar qual foi a real intenção da autora ao construir a história de O Clube da Meia-Noite, ou seja, duvidei muito se o foco era na relação entre as personagens e o romance que se desenvolve na trama, ou o suspense propriamente dito. Me senti desanimar ao perceber que várias das páginas da obra serviram de desenrolar para o envolvimento das personagens, enquanto que o suspense já extremamente chamativo pela própria capa do livro me pareceu ter sido esquecido algumas vezes.

Por outro lado, o que a obra teve de extensa e de cenas desnecessárias ao meu ver, teve também de fluidez na leitura. O livro é composto por mais de 500 páginas que foram lidas de maneira bastante rápida, fato contribuído tanto pela escrita solta de Marianna quanto pela diagramação das páginas, com grande espaçamento das margens. Porém, ter sido capaz de ler rápido as várias páginas do livro não me impediu de perceber os vários erros de revisão cometidos na obra, talvez a minha maior queixa acerca da leitura. Sei que pode parecer desnecessário, mas de fato me incomodou.

No mais, o livro mostrou-se uma ótima leitura de entretenimento, com cenas de descontração e suspense ao longo de suas páginas, além de protagonistas bem desenvolvidos e revelações surpreendentes. Leitores do gênero certamente deveriam dar uma chance à leitura.

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RESENHA | O Amor nos Tempos do Ouro, por Marina Carvalho

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O Brasil do século XVIII recebe a franco-portuguesa Cècile Lavigne. Depois de perder os pais e os irmãos, a jovem se encontra obrigada a acatar a ordem de seu único parente vivo e se mudar para a colônia portuguesa. Seu tio Euzébio, um homem detestável que vive na província do Rio de Janeiro, já fez planos para a sobrinha recém-chegada: a prometeu em casamento a um rico fazendeiro das Minas Gerais em vista de conseguir, assim, grandes vantagens financeiras.

A jovem, como é de se esperar, está revoltada. Além da tristeza por ter perdido toda a sua família, ela agora precisa lidar com a angústia de ser obrigada a casar com um homem velho e perverso por quem não nutre nenhum sentimento bom. Revoltada e sem escolha, Cècile embarca em uma longa viagem com destino a Minas Gerais, local em que seu futuro noivo a espera. Contudo, a cansativa transferência é feita pela comitiva liderada por Fernão, um homem forte e grosseiro contratado por seu futuro noivo, fato que só faz com que a francesa alimente sentimentos desagradáveis também pelo explorador. Porém, como já observado, a viagem é longa o suficiente para fazer com que esses dois se conheçam um pouco mais e para que Cècile surpreenda-se não somente com a pessoa que Fernão mostrará ser, mas também com o futuro que os aguarda.
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Ambientado no Brasil da segunda metade do século dezoito, a história de Cècile desenrola-se com maestria pela narrativa fluida e envolvente de Marina Carvalho. Logo nas primeiras páginas do livro, a autora explica seu trabalho de pesquisa de modo que pudesse retratar a época em que o país se encontra na história de maneira fidedigna, incluindo os diversos dialetos utilizados (uma mistura de português com a língua africana e a indígena), bem como os costumes da sociedade da época, as variações culturais e, principalmente, o contexto histórico e econômico em que o Brasil se encontrava neste período: a mineração.

Sem dúvida, o que me surpreendeu – e, certamente, o que me fez adorar o livro em um primeiro momento – foi o fato de Marina ter feito uma fusão perfeita entre a História do país e a ficção por ela construída. Todos os acontecimentos, nomes e lugares mencionados na obra estão muito bem conectados ao enredo, tornando o romance muito realístico. Ainda, os costumes sociais da época – já imaginados -, muito intrínsecos à história narrada fez com que eu me deparasse com um misto de emoções ao longo da leitura: a impotência da protagonista por ser mulher e encontrar-se em uma colônia predominantemente machista e patriarcal, o fato de seu futuro estar na mão de homens, as constantes intrigas entre eles e, é claro, a escravidão existente na época.

Em um segundo momento, me apaixonei pela personagem de Cècile, muito forte nos momentos que achava oportuno, justa, honesta e leal, além de muito madura e certa de si, mesmo quando era oprimida e se sentia impotente. Fernão, por outro lado, não me conquistou logo a princípio, mas senti que fui mudando de opinião sobre o personagem junto com Cècile, o que me deu a impressão de estar ainda mais conectada à história e aos personagens. Intenção da autora ou não, este fato certamente me deixou muito animada com a continuação da leitura. Por fim, eu me encontrei torcendo pelos dois e, mesmo que já esperasse que o livro contivesse a previsibilidade dos finais felizes, a luta desses dois protagonistas pela conquista desse final foi muito satisfatória e cheia de surpresas para mim.
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A narrativa do romance histórico é predominantemente em terceira pessoa, fornecendo ao leitor um panorama mais amplo dos acontecimentos e dos diferentes sentimentos dos personagens. Contudo, a narrativa também conta com alguns escritos de Cècile em seu diário e de Fernão em alguma cartas, o que nos aproxima mais dos personagens, de seus conflitos e sentimentos.

A obra foi, sem dúvidas, uma das melhores leituras nacionais contemporâneas até o momento para mim. Fui surpreendida pela história, torci pelos personagens, me conectei a eles e à sua “odisseia” em busca da liberdade e do amor. Com certeza “O amor nos tempos do ouro” é um livro marcante, envolvente e suspirante. Todo leitor deveria ter a chance de conhecer a história de Cècile e, aproveitando a deixa, conhecer a História do Brasil por um ponto de vista menos monótono do que os dos livros de história.

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YOUTUBE | Tag dos 50% – Melhores e piores até agora

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Fala galera! Como vocês estão?
Vídeo novo no ar lá no canal com a Tag dos 50%, uma tag bem divertida traduzida pelo Victor Almeida do canal Geek Freak. Ela consiste basicamente no balanço geral das leituras realizadas até a primeira metade do ano. Vamos conferir?
Lembrando que os créditos e informações adicionais encontram-se na caixa de informações do vídeo.

Espero que gostem!

Grande beijo e até o próximo post!

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12 lançamentos mais desejados do primeiro semestre

Que a wishlist de nós leitores só cresce a cada ano não é novidade. Principalmente quando as editoras resolvem publicar livros incríveis e maravilhosos um atrás do outro. Não tem carteira que aguente, não é mesmo? O post de hoje é sobre as belezuras mais desejadas pela equipe do blog no primeiro semestre deste ano. Confiram!

THE_KISS_OF_DECEPTION_1460033683369382SK1460033683B THE KISS OF DECEPTION, por Mary E. Pearson
Estou ansiosa por ler este livro desde que ouvi falar sobre a história nos canais Geek Freak e Vamos Ler. O livro parece conter tudo aquilo que eu adoro nas histórias de fantasia e, para piorar (ou melhorar) tudo, foi publicado aqui no Brasil pela editora Darkside Books que, como sempre, caprichou na edição.
Sinopse: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?

Quando se vê refugiada em um pequeno vilarejo distante o lugar perfeito para recomeçar ela procura ser uma pessoa comum, se estabelecendo como garçonete, e escondendo sua vida de realeza. O que Lia não sabe, ao conhecer dois misteriosos rapazes recém-chegados ao vilarejo, é que um deles é o príncipe que fora abandonado e está desesperadamente à sua procura, e o outro, um assassino frio e sedutor enviado para dar um fim à sua breve vida. Lia se encontrará perante traições e segredos que vão desvendar um novo mundo ao seu redor.

O romance de Mary E. Pearson evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor, e como ele pode nos enganar. Às vezes, nossas mais belas lembranças são histórias distorcidas pelo tempo.

A_REBELDE_DO_DESERTO_1457794930570885SK1457794930B A REBELDE DO DESERTO, por Alwyn Hamilton
Outra fantasia que me deixou quicando na cadeira para ler. Publicado pelo selo Seguinte, o livro promete me conquistar desde o princípio.
Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.

Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.

Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

EM_ALGUM_LUGAR_NAS_ESTRELAS_1461958916246843SK1461958916B EM ALGUM LUGAR NAS ESTRELAS, por Clare Vanderpool
E tem mais Darkside Books nessa listinha! Dessa vez, um romance inspirador.
Sinopse: Em algum lugar nas estrelas é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença. Pelo menos é desse jeito que as coisas têm acontecido para Jack Baker. A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu e seu pai… bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar muito com o filho. Jack é então levado para um internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus personagens). O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático Early Auden.

Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com as pessoas ao seu redor.

Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da Segunda Guerra, e que inspirou personagens já clássicos como o Sr. Spock (Star Trek), o Dr. House e Sheldon Cooper (The Big Bang Theory).

Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos voltam paracasa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.

O_DESPERTAR_DO_LIRIO_1457748630571207SK1457748630B O DESPERTAR DO LÍRIO, por Babi A. Sette.
E agora um romance (finalmente!) para não ficar tão na cara que eu vivo no mundo da lua (hahaha). Este é o segundo livro de uma série, Flores da Temporada cujo primeiro livro foi publicado anteriormente, A Promessa da Rosa, da autora nacional Babi A. Sette. A série trata-se de romances de época (que eu adoro!) e eu estou simplesmente maluca para conhecer o universo criado pela autora. Espero muito que eu consiga adquirir e ler os livros o quanto antes.
Sinopse: Lilian Radcliffe é uma jovem viúva e está feliz com sua vida isenta de emoções. Culpa do luto que não larga? Lilian jurou fidelidade ao marido no leito de sua morte.
Paralelo a isso, conhecemos Simon Thorn, homem frio e libertino, dono da maior casa de jogos de Londres. Ele está a um passo de realizar seu plano de vingança contra o culpado pelo título de assassino que recebera anos atrás. O problema é que o canalha está morto e ele terá de usar a sua viúva recatada a fim de atingir seus objetivos.
De um lado, ela precisa manter sua honra intacta; de outro, ele quer seduzi-la e desmoralizá-la. No entanto, Lilian nunca se sentiu tão vulnerável e atraída por um homem. E Simon, por sua vez, demonstra reações ao lado dela das quais nunca imaginara ter. A vingança e a honra se abalam quando nasce entre ambos uma paixão incontrolável. Mas, para ficarem juntos, terão de enfrentar segredos e mágoas profundas, um castelo trancado há seis anos, palco de uma morte misteriosa e, sobretudo, encarar os fantasmas do passado que assombram suas consciências.

A_GEOGRAFIA_DE_NOS_DOIS_1461874837581447SK1461874837BA GEOGRAFIA DE NÓS DOIS, por Jennifer E. Smith
Livro mais do que esperado pela Lavínia, colaboradora aqui do blog. O livro é da mesma autora de “A probabilidade estatística do primeiro amor”, livro que foi sucesso em seu lançamento tanto em outros países quanto aqui no Brasil.
Sinopse: Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo… E é a meio caminho que ambos se encontram – presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir… Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em A Geografia de Nós Dois, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade.

O_AMOR_NOS_TEMPOS_DE_ALIKES_1461608535580710SK1461608535B O AMOR NOS TEMPOS DE #LIKES, por Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francione e Pedro Pereira
Outra escolha da Lavínia, O Amor nos Tempos de #Likes é um livro em conjunto de quatro youtubers reconhecidos que fazem releituras atuais de alguns clássicos da literatura. Confira:
Sinopse: Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em “O Amor nos Tempos de #Likes”, quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem são os protagonistas destes contos que evocam “Orgulho e Preconceito” (Pam Gonçalves), “Dom Casmurro” (Bel Rodrigues) e “Romeu e Julieta” (Pedrugo).

PS_AINDA_AMO_VOCE__1449840733541124SK1449840733BP.S. AINDA AMO VOCÊ, por Jenny Hann
Young adult desejado por muitas pessoas, o livro também está incluso na wishlist da Lavinia.
Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.
Em “Para todos os garotos que já amei”, Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em “P.S.: Ainda amo você”, Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.

SO_A_GENTE_SABE_O_QUE_SENTE_1458238398572342SK1458238398B SÓ A GENTE SABE O QUE SENTE, por Frederico Elboni
E também tem livro nacional entre os desejados da Lavínia!
Sinopse: Em seu terceiro livro, Frederico Elboni propõe ao leitor explorar seus sentimentos mais profundos, falando sobre temas que muitas pessoas não entenderiam. Saudade de pessoas que já se foram, amores perdidos, dilemas da vida adulta, todos esses temas viram crônicas nas mãos do jovem autor de ‘Um sorriso ou dois’ e ‘Meu universo particular’.

Já a wishlist do Victor está bastante eclética! Tem desde Kiera Cass a Cassandra Clare.
A_SEREIA_1460503883541951SK1460503883B A SEREIA, por Kiera Cass
Sinopse: Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar pois a voz da sereia é fatal , logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.

a-coroa A COROA, por Kiera Cass
O Victor não vê a hora de finalizar a história de Eadlyn, filha de America.
Sinopse: Em A Herdeira, o universo de a Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção.

Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil – e importante – do que esperava.

America Singer e o Príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria seleção.

Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… e agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil – e importante – do que esperava.

DAMA_DA_MEIANOITE_1454202384551222SK1454202384B DAMA DA MEIA NOITE, por Cassandra Clare
Apaixonado pelos universos fantásticos de Cassandra Clare, ele também colocou em sua wishlist o mais recente lançamento da autora aqui no Brasil.
Sinopse: Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada.

O parabatai é o seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro mas eles nunca podem se apaixonar.

Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.

Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?

A magia e aventura das Crônicas dos Caçadres de Sombras tem capturado a imaginação de milhões de leitores em todo o mundo. Apaixone-se com Emma e seus amigos neste emocionante e de cortar o coração no volume que pretende deliciar tantos novos leitores como os fãs de longa data.

E vocês, quais lançamentos do primeiro semestre mal esperam para adquirir e devorar?
Beijos e até o próximo post!

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RESENHA | Infinito Reflexo, por Cris Avila

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“Ouvimos a história e reconhecemo-nos nela. Sim, isso é permitido e possível quando se ouve a viagem. Ler a viagem é: entrar clandestino na outra história, ser com ela o viajante que a gaz, receber a visita daquele sentimento que não é seu”. Esse é apenas o prefácio de Paulo Plácido, escrito após terminada a leitura do conto. Profundo para se dizer o mínimo, o autor compacta e simplifica muito bem tudo o que sentimos ao ler a obra de Cris Ávila.

A obra de autoria nacional trata-se de um conto baseado no encontro da autora Cris Avila com um menino indiano em sua visita ao país dele. Hamid, nome fictício do menino, é uma criança muito perspicaz. Todos os dias ele sai de sua casa e anda alguns quilômetros em meio à balbúrdia indiana para conversar com os turistas que foram visitar sua terra. Sempre utilizando o idioma do turista, Hamid conversava aprendia tanto sobre a língua quanto sobre a cultura e diversas outras coisas sobre o país de onde ele vinha. E assim ele viajava, conhecia o mundo que vai além dos oceanos e das centenas de casas apinhadas da Índia.
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Até que um dia ele conhece uma garotinha que espera conhecer o Palácio dos Espelhos e é surpreendido ao ser convidado para visitar o local que embora esteja ali, tão perto de Hamid, é desconhecido aos seus olhos. E então, quando finalmente adentra no Palácio, enxerga em um de seus milhares espelhos, algo que realmente o surpreende.

O livro é uma conversa agradável entre texto e ilustração (do incrível Leonardo Guiduli), que envolvem e cativam o leitor durante as poucas – porém intensas – páginas da obra. A autora, dotada de uma profundidade incrível em sua escrita, narra a vida e as aventuras de Hamid de maneira tão poética que me foi muito gratificante finalizar a leitura, sobretudo pelos surpreendente final.

Por outro lado, a narrativa seguida pelas ilustrações tão bem feitas e acompanhando ritmicamente o fluxo da história foi um maravilhoso colírio para os olhos, que me envolveu e encantou igualmente ao longo da leitura.

O livro é um conto e ponto. Embora possua sua temática mais infantil, não deve-se atribuir a história e, principalmente a mensagem dele como destinadas unicamente às crianças. Adultos (como eu!) certamente se envolverão e adorarão o livro como aconteceu comigo.

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RESENHA | Ligeiramente Seduzidos

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Fugindo um pouco do convencionalismo dos livros de romance de época, Mary Balogh bebe da historicidade do contexto em que estão imersos os personagens da série os Bedwyns para inovar a linha que os livros anteriores vinham seguindo.

Em Ligeiramente Seduzidos, o enfoque da história é Morgan Bedwyn, a caçula dos irmãos, que após completados dezoito anos, passa noites divertindo-se em bailes da aristocracia inglesa. Agora, a moça está sendo apresentada à sociedade em Bruxelas, país em que conhece os cobiçados oficiais ingleses que estão preparados para travar uma batalha contra o exército francês de Napoleão Bonaparte a qualquer momento. Mas enquanto Morgan veste a máscara de moça sorridente e festeira para convencer as pessoas de que foi ali unicamente para se divertir, em seu coração ela assume que viajou para fazer parte da história e estar presente no desenrolar da batalha.

Mas enquanto o momento ainda não chega, ela conhece Gervase em um dos bailes – o libertino conde de Rosthorn cujo passado cruzou-se com ninguém menos que o duque de Bewcastle e irmão mais velho de Morgan, ocasião em que uma série de ocorridos o levou a ser banido da Inglaterra pelo próprio pai. Agora, Gervase enxerga na doce e inocente Morgan a oportunidade perfeita para destruir sua reputação e, assim, atingir seu inimigo de longa data. Contudo, Gervase não esperava ser tão surpreendido pela moça e quando a guerra finalmente acontece, eles descobrem mais um do outro do que jamais imaginariam, ao passo que, em razão de enfrentarem juntos os acontecimentos que abalaram a todos, faz com que eles desenvolvem sentimentos sinceros de amizade e amor. Mas quando Gervase se dá conta de seus sentimentos pela mocinha, ele percebe que talvez seja tarde demais.
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A quebra do estilo convencional dos romances de época de Mary Balogh foi o que mais me surpreendeu neste livro: o fato de termos como pano de fundo uma batalha cujas consequências atingem os personagens principais da obra foi de muito bom gosto. Senti que, assim, pude sair um pouco da zona de conforto dos clichês e das previsibilidades da história para ansiar por algo maior e mais desafiador para os protagonistas. Ainda, o fato de Morgan desejar fazer parte deste momento épico e conseguir dar o melhor de si da melhor maneira possível foi muito engrandecedor para o crescimento e amadurecimento da protagonista. Ponto para Mary!

Eu adorei ler sobre o empoderamento de Morgan que é, sem dúvida, a minha Bedwyn favorita até o momento. O fato de ela ser cabeça feita, embora muito jovem – de ter consciência de quem é, do que gosta e do que não gosta – de menosprezar os homens que a cortejavam e a insultavam quando optavam por prezar a “linda cabecinha” dela de assuntos tão masculinos quanto a guerra que afetaria a todos. Além disso, a tomada de decisão da personagem de esquecer as convenções sociais e as regras de etiqueta e colocar à risca seus vestidos e adornos caros em razão de ajudar o próximo cuidando dos feridos pela guerra foi um retrato absolutamente incômodo dos valores que a sociedade do século XIX tinham como únicos.
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Por outro lado, a razão de os protagonistas se conhecerem – tão estúpida a princípio, ao meu ver – desencadeou em outra série de acontecimentos que enriqueceram de maneira surpreendente a história. Quando Morgan e Gervase se aproximam e as problemáticas culminam para o ápice da história, podemos descobrir segredos não somente do passado de Gervase, como também da própria família Bedwyn (de Bewcastle, mais especificamente) e, assim, nos aproximar mais dessa família. Ainda com relação à família, a autora utilizou mais uma vez o pano de fundo da batalha para trazer mais emoção ao núcleo familiar com um acontecimento que abala a todos – inclusive ao leitor. Contudo, todos os desenrolares com relação a toda a família recebeu ainda um desfecho muito questionador que serviu de propulsor para que eu deseje ler os próximos volumes o quanto antes.

Ao apresentar o passado de Gervase, a autora solta uma bomba com consequências ainda mais surpreendentes que aquelas da guerra: expõe a homossexualidade de personagens secundárias e aproveita para quebrar paradigmas ainda mais grave naquele período – e aí Morgan mostra-se extremamente madura novamente. É notável o quão apaixonada eu fiquei pela protagonista e embora eu tenha gostado bastante de Gervase, senti que ele pagou pouco pelo mal que causou a Morgan. Confesso, ainda, que terminei o livro sem saber realmente a intensidade dos sentimentos das personagens e se o que eles sentem são, de fato, genuíno. Ainda assim, o livro se mantém no pódio de favorito até o momento, mesmo que todos os outros livros da série tenham me cativado igualmente.

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YOUTUBE | As 4 melhores distopias

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Distopia é um dos meus gêneros literários favoritos e isso não segredo pra ninguém. Afinal, que não se surpreende com as histórias criadas, semelhantes ou não com a nossa realidade, porém em contextos completamente diferentes?
O vídeo de hoje é sobre esses livros. Ou melhor, é sobre os meus quatro livros de distopias favoritos. Vem dar o play para descobrir quais são os títulos!

Os livros citados foram:
Em primeiro lugar – A Cidade Murada, por Ryan Graudin
Em segundo lugar – Trilogia Jogos Vorazes, por Suzane Collins
Em terceiro lugar – A Joia, por Amy Ewing
Em quarto lugar – Adormecida, por Anna Sheehan

Espero que vocês tenham gostado do vídeo. Grande beijo e até o próximo post!

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