RESENHA | Ligeiramente Seduzidos

ligeiramente seduzidos
Fugindo um pouco do convencionalismo dos livros de romance de época, Mary Balogh bebe da historicidade do contexto em que estão imersos os personagens da série os Bedwyns para inovar a linha que os livros anteriores vinham seguindo.

Em Ligeiramente Seduzidos, o enfoque da história é Morgan Bedwyn, a caçula dos irmãos, que após completados dezoito anos, passa noites divertindo-se em bailes da aristocracia inglesa. Agora, a moça está sendo apresentada à sociedade em Bruxelas, país em que conhece os cobiçados oficiais ingleses que estão preparados para travar uma batalha contra o exército francês de Napoleão Bonaparte a qualquer momento. Mas enquanto Morgan veste a máscara de moça sorridente e festeira para convencer as pessoas de que foi ali unicamente para se divertir, em seu coração ela assume que viajou para fazer parte da história e estar presente no desenrolar da batalha.

Mas enquanto o momento ainda não chega, ela conhece Gervase em um dos bailes – o libertino conde de Rosthorn cujo passado cruzou-se com ninguém menos que o duque de Bewcastle e irmão mais velho de Morgan, ocasião em que uma série de ocorridos o levou a ser banido da Inglaterra pelo próprio pai. Agora, Gervase enxerga na doce e inocente Morgan a oportunidade perfeita para destruir sua reputação e, assim, atingir seu inimigo de longa data. Contudo, Gervase não esperava ser tão surpreendido pela moça e quando a guerra finalmente acontece, eles descobrem mais um do outro do que jamais imaginariam, ao passo que, em razão de enfrentarem juntos os acontecimentos que abalaram a todos, faz com que eles desenvolvem sentimentos sinceros de amizade e amor. Mas quando Gervase se dá conta de seus sentimentos pela mocinha, ele percebe que talvez seja tarde demais.
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A quebra do estilo convencional dos romances de época de Mary Balogh foi o que mais me surpreendeu neste livro: o fato de termos como pano de fundo uma batalha cujas consequências atingem os personagens principais da obra foi de muito bom gosto. Senti que, assim, pude sair um pouco da zona de conforto dos clichês e das previsibilidades da história para ansiar por algo maior e mais desafiador para os protagonistas. Ainda, o fato de Morgan desejar fazer parte deste momento épico e conseguir dar o melhor de si da melhor maneira possível foi muito engrandecedor para o crescimento e amadurecimento da protagonista. Ponto para Mary!

Eu adorei ler sobre o empoderamento de Morgan que é, sem dúvida, a minha Bedwyn favorita até o momento. O fato de ela ser cabeça feita, embora muito jovem – de ter consciência de quem é, do que gosta e do que não gosta – de menosprezar os homens que a cortejavam e a insultavam quando optavam por prezar a “linda cabecinha” dela de assuntos tão masculinos quanto a guerra que afetaria a todos. Além disso, a tomada de decisão da personagem de esquecer as convenções sociais e as regras de etiqueta e colocar à risca seus vestidos e adornos caros em razão de ajudar o próximo cuidando dos feridos pela guerra foi um retrato absolutamente incômodo dos valores que a sociedade do século XIX tinham como únicos.
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Por outro lado, a razão de os protagonistas se conhecerem – tão estúpida a princípio, ao meu ver – desencadeou em outra série de acontecimentos que enriqueceram de maneira surpreendente a história. Quando Morgan e Gervase se aproximam e as problemáticas culminam para o ápice da história, podemos descobrir segredos não somente do passado de Gervase, como também da própria família Bedwyn (de Bewcastle, mais especificamente) e, assim, nos aproximar mais dessa família. Ainda com relação à família, a autora utilizou mais uma vez o pano de fundo da batalha para trazer mais emoção ao núcleo familiar com um acontecimento que abala a todos – inclusive ao leitor. Contudo, todos os desenrolares com relação a toda a família recebeu ainda um desfecho muito questionador que serviu de propulsor para que eu deseje ler os próximos volumes o quanto antes.

Ao apresentar o passado de Gervase, a autora solta uma bomba com consequências ainda mais surpreendentes que aquelas da guerra: expõe a homossexualidade de personagens secundárias e aproveita para quebrar paradigmas ainda mais grave naquele período – e aí Morgan mostra-se extremamente madura novamente. É notável o quão apaixonada eu fiquei pela protagonista e embora eu tenha gostado bastante de Gervase, senti que ele pagou pouco pelo mal que causou a Morgan. Confesso, ainda, que terminei o livro sem saber realmente a intensidade dos sentimentos das personagens e se o que eles sentem são, de fato, genuíno. Ainda assim, o livro se mantém no pódio de favorito até o momento, mesmo que todos os outros livros da série tenham me cativado igualmente.

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YOUTUBE | As 4 melhores distopias

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Distopia é um dos meus gêneros literários favoritos e isso não segredo pra ninguém. Afinal, que não se surpreende com as histórias criadas, semelhantes ou não com a nossa realidade, porém em contextos completamente diferentes?
O vídeo de hoje é sobre esses livros. Ou melhor, é sobre os meus quatro livros de distopias favoritos. Vem dar o play para descobrir quais são os títulos!

Os livros citados foram:
Em primeiro lugar – A Cidade Murada, por Ryan Graudin
Em segundo lugar – Trilogia Jogos Vorazes, por Suzane Collins
Em terceiro lugar – A Joia, por Amy Ewing
Em quarto lugar – Adormecida, por Anna Sheehan

Espero que vocês tenham gostado do vídeo. Grande beijo e até o próximo post!

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PARCERIA | Editora Gente e Única

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Notícia boa para nós e, é claro, para os acompanhantes no blog porque né? Resenhas de livros novinhas pra vocês! O blog fechou parceria com a editora Gente e Única recentemente e, para contar a novidade a vocês, trago um pouco da história da editora.

Fundada em 17 de maio de 1984, o principal objetivo da editora é contribuir com o desenvolvimento humano através da leitura. Para isso, a empresa conta com dois selos editoriais, o selo Gente, que abrange livros de autoajuda, educação e gestão e o selo Única, que conta com livros de ficção.

Sempre atentas à evolução do mercado editorial e às tendências sociais e de comportamento no Brasil e no exterior, os selos Gente e Única está presente nos principais eventos do calendário literário nacional, e frequentemente busca novidades em feiras internacionais.

Viva várias vidas com a Editora Gente e Única a partir do diverso catálogo. Confira algumas obras publicadas pela editora:

A_TEORIA_DE_TUDO_1413929548B A teoria de tudo, por Jane Hawking
Sinopse: A história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen.

Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único.

Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida. O livro que inspirou o emocionante filme A Teoria de Tudo.

JACKABY_1437954802448308SK1437954802B Jackaby, por William Ritter
Sinopse: “Eu sou um homem de razão e da ciência. Acredito no que vejo e posso provar, e o que vejo geralmente é difícil para os outros compreenderem. Até onde eu descobri, tenho um dom ímpar. Isso me permite ver a verdade quando os outros só enxergam ilusão. E há muitas ilusões, muitas máscaras e fachadas. Como dizem, o mundo todo é um palco e parece que eu tenho a única poltrona da casa, com vista para os bastidores.” Abigail Rook deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Entre caminhos e descaminhos, no gelado janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural. Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana. Será que Abigail conseguirá acompanhar os passos desse homem tão excêntrico? Ela finalmente encontrou a aventura com a qual tanto sonhara. Prepare-se para desvendar este mistério! Um livro destinado aos fãs de Sherlock Holmes e Doctor Who. Eleito o melhor livro jovem 2014 pela Kirkus Review e um dos 40 melhores YA da estação pela CNN e vencedor do prêmio Pacific Northwest 2015

a-religiApoundo-do-cAcopyrebro-gr-al A Religião do Cérebro, por Raul Marino Jr.
Sinopse: A Religião do Cérebro é um livro revolucionário. Seu autor, o médico Raul Marino Jr., um dos maiores especialistas em neurocirurgia do país, discute um tema polêmico e que divide médicos e cientistas de um lado e teólogos e religiosos do outro: a existência de Deus. Marino Jr. não se limita a discutir o tema apenas no campo teórico. Ele vai além. Conduz você à uma fascinante viagem pelo cérebro humano e revela como determinadas regiões de sua anatomia funcionam como espécies de antenas que, por meio das crenças e religiões, captam as vibrações de Deus.

316oz9g.pnggConheça a editora!
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YOUTUBE | Os crushes literários da minha vida

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Todo leitor já passou pela experiência de se encantar com um personagem de livro, certo? Comigo não foi diferente e já tive alguns crushes literários ao longo da minha vida, mesmo eu que normalmente não fico vidrada nos personagens dos livros. Ainda assim, já aconteceu e no vídeo de hoje eu venho mostrar pra vocês todos os personagens masculinos que já me chamaram atenção de alguma forma. A lista não é muito grande, mas garanto que tem tanto personagens esperados, quanto os inesperados.

Dá o play pra ver!

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Cinco filmes baseados em livros








As Vantagens de Ser Invisível : poster

Eaí pessoas, tudo bem?
No post de hoje eu vou listar 5 filmes baseados em livros. Eu sou uma pessoa apaixonada por livros e filmes, sendo assim, na maior parte das vezes em que termino de ler um livro vou logo pesquisando se já lançaram o filme, numa dessas pesquisas encontrei filmes tão bons quanto os livros que revolvi falar um pouco sobre eles pra vocês. Vamos conferir as indicações?
As vantagens de ser Invisível
As vantagens de ser invisível é um filme inspirado no livro de Stephen Chbosky, que conta a história de Charlie. Em minha opinião o filme foi bem fiel ao livro e eu me apaixonei ainda mais pelos personagens e pela história. É  um filme bem reflexivo, divertido e muito bem construído. Vale à pena conferir : )

Lançamento: 19 de outubro de 2012 (1h43min)
Gênero: Comédia Drámatica , Romance
Nacionalidade: EUA
Classificação: ♥♥♥♥♥ (excelente)

Sinopse: Charlie (Logan Lerman) é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. Com os nervos à flor da pele, ele se sente deslocado no ambiente. Seu professor de literatura, no entanto, acredita nele e o vê como um gênio. Mas Charlie continua a pensar pouco de si… até o dia em que dois amigos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), passam a andar com ele.


 A menina que roubava livros
Tendo como cenário a segunda guerra mundial, “A menina que roubava livros” conta a emocionante história de Liesel. Assim como o livro, o filme é incrível. Sou apaixonada por histórias que se passam durante a segunda guerra mundial. 
A Menina que Roubava Livros : Poster

Lançamento: 31 de janeiro de 2014 (2h 11min)
Gênero: Drama
Nacionalidade: EUA
Classificação: ♥♥♥♥ (muito bom)

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa.


Água para elefantes
Emocionante história baseada no livros da Sara Gruen, que conta a história de Jacob e Marlena, mas não pensem que é uma simples história de amor. Filme cativante e emocionante ♥
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Lançamento: 29 de abril de 2011 (1h 55min)
Gênero: Drama, Histórico
Nacionalidade: EUA
Classificação: ♥♥♥♥ (muito bom)

Sinopse: Jacob Jankowski (Hal Holbrook) já passou dos 90 anos e não consegue esquecer seus momentos da juventude nos anos 30, período difícil da economia americana, que o levou a trabalhar num circo. Foi lá, enquanto era jovem (Robert Pattinson) e um ex estudante de Veterinária, que ele conheceu a brutalidade dos homens com seus pares e também com os animais, mas encontrou a mulher por quem se apaixonou.


Não conte a ninguém
É um filme baseado no livro escrito por Harlan Coben, e conta a história de um médico que teve a esposa supostamente assassinada. Uma das coisas que me incomodou no filme foi o nome dos personagens, que não são os mesmos do livro, mas ainda sim está muito bom.
Não Conte a Ninguém

Lançamento: 1 de novembro de 2006 (125min)
Gênero: Drama, suspense, crime
Nacionalidade: França
Classificação: ♥♥♥♥ (muito bom)

Sinopse: O pediatra Alex, arrasado desde a morte de sua esposa Margot, selvagemente assassinada a oito anos, ainda nos primeiros dias de seu matrimônio, recebe um e-mail anônimo revelando o rosto de Margot… estará ela viva? Porque ela pede ao seu marido que…Não Conte a Ninguém? São muitas questões que Alex não terá tempo de investigar.


O pequeno príncipe
É praticamente impossível ainda existir alguém que não conheça o livro “O pequeno principie”. Certamente é um livro que marcou muito a vida de quem já o leu, e o filme não deixa a desejar. Nesse filme, após um aviãozinho lançado por um vizinho, ir parar no quarto de uma garotinha que havia acabado de se mudar para lá, eles se conhecem e tornam-se amigos, assim ele lhe conta a história do pequeno príncipe. ♥
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Lançamento:  20 de agosto de 2015 (1h 47min)
Gênero: Animação, Família
Nacionalidade: França
Classificação: ♥♥♥♥ (muito bom)

Sinopse: Uma garota acaba de se mudar com a mãe, uma controladora obsessiva que deseja definir antecipadamente todos os passos da filha para que ela seja aprovada em uma escola conceituada. Entretanto, um acidente provocado por seu vizinho faz com que a hélice de um avião abra um enorme buraco em sua casa. Curiosa em saber como o objeto parou ali, ela decide investigar. Logo conhece e se torna amiga de seu novo vizinho que lhe conta a história de um pequeno príncipe que vive em um asteroide com sua rosa.


Urfa! Terminei! Queria aproveitar esse post desejar a vocês um excelente mês e que curtam bastante as delicias que junho nos trás. E aí, já assistiram algum desses filmes? Ficou com vontade de assistir? Deixa tudim aí nos comentários ♥ Beijos e até logo!

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Das páginas para a tela | Como eu era antes de você

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Finalmente está disponível nas telonas a tão esperada adaptação de Como eu era antes de você, romance de Jojo Moyes. Sou tão apaixonada pela história criada pela autora que não consegui me segurar e já na sexta-feira eu corri para assistir ao filme.

Louisa Clark é uma jovem de 26 anos que vive uma vida pacata. Nascida e criada na mesma cidadezinha, a moça faz parte de uma grande família – pais, avô, irmã mais velha e sobrinho – dependente de sua ajuda financeira, além de namorar Patrick há vários anos. Até que a normalidade de sua vida é interrompida quando perde o emprego no café que trabalhava há anos e, por fim, é contratada para ser cuidadora de Will Traynor, um homem tetraplégico após sofrer um acidente. Acontece que o acidente não limita apenas os movimentos de Will, mas sua sede de viver e é este lado em específico dele que fará com que Lou empenhe-se completamente em fazer por ele muito mais do que apenas cuidar de suas necessidades.
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O livro, que para muitos trata-se de uma história de amor extremamente bela (o que de fato é), expõe ao leitor diversas problemáticas envolvendo os protagonistas que serão enfrentadas de acordo com a vivência de cada um deles. Com relação a Will, temos um homem que no auge de sua vida adulta, vive intensamente como se o dia presente fosse o último, mas cuja ambição por viver é tomada repentinamente de suas mãos. Em contrapartida, Lou é uma jovem sem perspectivas de vida, que está satisfeita com os rumos que sua vida está tomando sem pensar nas outras maneiras que poderia estar aproveitando seus dias.

Além disso, a obra reflete sobre a efemeridade da vida e como tudo pode ser transformado em questão de poucos minutos. Indo mais além, o livro aborda as difíceis escolhas e, no caso do livro em si, uma escolha polêmica e discutível pelos diversos pontos de vida e vivências de quem a discute. Contudo, Jojo Moyes foi tão grandemente brilhante ao desenvolver a história, que não deixa espaço para julgamentos de certo e errado, mas expõe toda uma história capaz de justificar a tomada dessa decisão.

Outro ponto extremamente importante da história é a denúncia à falta de inclusão social aos cadeirantes, como a sociedade vive de maneira a não pensar que existem pessoas com determinadas necessidades de acesso aos lugares.

Contudo, ainda que o livro seja um leque extremamente amplo de temáticas, situações e emoções, ouso dizer que o ponto principal, como muitos imaginam, não é Will Traynor, sua condição de vida, suas escolhas ou até mesmo o relacionamento belíssimo que ele e Lou compartilham. Para mim, Como eu era antes de você trata-se principalmente dos grandes impactos e transformações que uma pessoa pode causar na vida de outra. No caso, a enormidade da mudança na pessoa de quem era Lou e em quem ela se transformou após conhecer e amar Will.

Como eu era antes de você é um livro que conquista já nas primeiras páginas e apaixona o leitor logo no início. Uma obra com diversas interpretações e que resulta em uma gama ampla se sensações, que provavelmente o fará terminar a leitura com o coração na mão. Mas não se assuste: é um livro que vale a pena ser lido. Caso contrário, ele não teria tido tanta repercussão.

O FILME

Se tem algo que realmente me encantou na adaptação foi a capacidade de transpor todo o encanto das páginas para as cenas do filme, tornando-o tão apaixonante quanto o livro que o originou. A escolha dos atores foi excepcionalmente bem feita e a caracterização deles enquanto personagens foi realmente muito boa. Sam e Emilia não poderiam ter feito um trabalho melhor ao interpretar os protagonistas do romance. Ouso dizer que, embora eu adore o Sam, foi Emilia quem realmente me surpreendeu ao externar perfeitamente todas as emoções e conflitos, além da espirituosidade da protagonista.

O filme conta com fotografia maravilhosamente benfeita. Todas as cenas foram compostas de maneira muito semelhante às descritas no livro, além, é claro, do clima romântico que as composições e iluminação trouxeram para as cenas.
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A adaptação de Como eu era antes de você fez com que eu me apaixonasse pela história mais uma vez, só que por uma outra perspectiva, mais visual. Contendo doses certas de comédia e dramaticidade, flagrei-me rindo diversas vezes em cenas que, no livro, eu não havia visto graça. Em contrapartida, também chorei em momentos que foram banais para mim enquanto fazia a leitura, graças às interpretações de Sam e Emilia que literalmente expuseram tudo de Lou e Will para fora de si, com olhares extremamente carregados de emoção e expressões que traduzem toda a gama de sentimentos expressas no livro.

Por fim, o filme está lindíssimo. Fiel ao livro, verossímil, com sensações mistas, lágrimas e sorrisos. Vale muitíssimo a pena assistir ao filme, conhecendo a história ou não.

ASSISTA AO TRAILER

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BATE-PAPO | Ao Amor Próprio

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Já é possível sentir o perfume da data mais aguardada pelos casais apaixonados. Cineminha, jantar à luz de velas, presentes surpresa – quem sabe até o sonhado pedido de noivado? – são as peripécias planejadas por aqueles que desejam surpreender a quem se ama. Contudo, algo igualmente constante nas redes sociais são as pessoas que dizem sofrer por passar a data desacompanhada, seja por brincadeira ou falando sério.

Venho através deste texto fazer um apelo. Não faça isso. Pode parecer extremamente piegas e clichê, mas é necessário se aceitar por completo para encontrar a felicidade de se viver consigo mesmo. Deixe que a felicidade duplique quando encontrar uma pessoa com quem se relacionar, mas tenha em mente que apenas você é essencial a você e que isso deve bastar.

Tenha em mente de que você é única pessoa que não deve faltar em sua vida e buscar um relacionamento vazio e infrutífero em razão de saciar apenas um desejo momentâneo não é saudável. Com isso você pode contrair um pesadelo protagonizado por você mesmo, com consequências psicológicas e emocionais muito maiores do que se imagina.

Ame-se! Dedique este dia a você, mime-se, faça-se feliz, compre a você mesmo um belo presente. Ou apenas ignore a data estipulada para fazer o comércio render. Finja que é apenas uma outra qualquer, em que você sairá com seus amigos para tomar um choppe, dançar um pouco e se divertir.

Dedique o dia para ler aquele romance do qual você não consegue sair do capítulo dois, ou terminar de assistir àquela série cujo lançamento da próxima temporada se aproxima.

Viva intensamente para você, hoje e em qualquer outro dia – seja ele especial ou não. Não prenda-se à ilusão de um amor de apenas uma via, em que você apenas dá e nada recebe só porque a pressão social de se viver um romance é quase insuportável ao seu redor.

Desligue seu celular, caso for preciso. Apenas não deixe que realidades apresentadas a você como reais te atinja. Acredite, muitas dessas “realidades” são apenas o reflexo daquilo que as pessoas vivem. São apenas aquilo que elas julgam certo que as outras pessoas vejam. Por dentro, todas essas pessoas vivem as mesmas coisas que você.

Portanto, complete-se. Ame suas curvas, suas imperfeições e sua solidão. Nos dias atuais em que somos cercados por informações e pessoas demais, aproveitar um dia para se namorar sozinho é um privilégio. A você, eu desejo um feliz Dia dos Namorados.

Este texto de minha autoria – e mais outros vários – foram publicados na sétima edição da Revista Versificados. Acesse! É inteiramente grátis.

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RESENHA | Paixão Libertadora, por Sophie Jackson

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Uma palavra que descreve muito bem os New Adults é o clichê e quanto a isso, muita gente concorda. Mas ainda assim boa parte das pessoas adora esse tipo de livro, não é? Eu, por exemplo, gosto muito das problemáticas desenvolvidas, mesmo que a previsibilidade da história algumas vezes me desanime. Paixão Libertadora é um livro com problemáticas que não são muito abordadas e, por isso, creio que a escolha da autora para tratar destes assuntos foi bastante interessante por desconstruir pré conceitos, como ela já havia feito em Desejo Proibido. Conheça do que se trata o novo livro de Sophie Jackson.

Max O’Hare tem problemas. Depois de ter perdido o que havia de mais importante em sua vida, entregou-se ao vício de narcóticos – cocaína, para ser mais exata – e ninguém à sua volta enxerga um futuro promissor em seu caminho. Exceto por Carter, seu melhor amigo – e protagonista do primeiro livro da série – que financia a reabilitação de Max.

Após meses de um tratamento longo e árduo, Max finalmente está pronto para voltar para casa, de onde continuará a difícil rotina de manter-se afastado da cocaína. Com o intuito de conseguir superar com mais eficácia tanto seu vício quanto os problemas de seu passado, Max viaja para a casa do tio, onde estará longe de tudo que o perturba com o bônus de um emprego que distrairá seus pensamentos.

Quando chega à pensão do tio na Virginia Ocidental, ele não tarda a conhecer Grace Brooks, uma bela moça que mudou-se para o condado a fim de recomeçar a vida após o passado traumático que deixou para trás. E assim ambos iniciam uma amizade que irá trazer benefícios na superação dos protagonistas, bem como exigirá deles um pensamento mais aprofundado acerca de tudo aquilo que eles já haviam dado como perdido.

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Como dito anteriormente, a previsibilidade presente nestes tipos de narrativas nos permite imaginar como terminará a história, fazendo com que, assim não ansiemos por descobrir o que acontecerá, mas como esse acontecimento se dará ao longo da leitura. O livro é narrado de maneira simples, porém bastante envolvente, fato que é auxiliado pela maneira como a autora conduz a história e a ação das personagens. Confesso que escrita simplória não me incomoda de um modo geral, mas não pude deixar de notar certa pobreza presente na escrita de Sophie, como frases muito curtas e diálogos um tanto quanto simples demais. Neste caso, não posso afirmar, porém, que seja um problema de escrita ou de tradução.

Contudo, ainda que eu tenha tido certo desconforto com esse quesito do livro e percebido, como sempre noto, alguns bons toques de machismo, o contraponto, como disse, foi a desconstrução de alguns paradigmas que envolvem os dependentes químicos, além de abordagem de temáticas como violência doméstica e relacionamento abusivo.

A leitura foi de grande proveito para mim, pois pude me envolver muito facilmente com as personagens e suas situações de vivência, ainda que eu discorde, ou melhor, não me agrade, alguns pontos da história.

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As personagens de Max e Grace foram bastante satisfatórias, e a retratação física de Grace, mulher negra, me pareceu algo inédito nos livros do gênero – ao menos, eu não me recordo de ter conhecido uma protagonista negra nos new adults. Além disso, a autora me fez mudar o pensamento pré-definido que tive de Max no primeiro livro da história. Irritei-me com ele pelo fato de ele ser problemático por causa das drogas e acabar afetando as outras pessoas, mas ao conhecer seu passado, seu presente, pude perceber que foi bastante errôneo de minha parte fazer um prejulgamento e essa foi a questão que mais aproveitei do livro, sem dúvidas.

Paixão Libertadora é um livro que prende o leitor, desconstrói alguns pensamentos, constrói outros vários e cativa com seu enredo viciante e personagens admiráveis. Leitura recomendada, porém vale lembrar que o livro contém cenas inadequadas para determinadas faixas etárias.

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YOUTUBE | TAG 12 meses na estante

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Fui tagueda pela Aione do blog Minha Vida Literária para responder a tag 12 meses na estante, que consiste, basicamente, em relacionar as características dos meses do ano com os livros da estante.
Agradeço desde já pela indicação e já adianto que adorei participar! Espero que gostem e, caso tenham interesse, respondam em seus blogs/canais. Vou adorar saber as respostas de vocês.


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